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Para bilionário brasileiro, dinheiro do minério é poder do cosmo
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:Publicado em 02/08/2008, às 16:10

"Estou conectado ao divino e às forças daqui", afirma João Carlos Cavalcanti, o magnata brasileiro da mineração, apontando para o lago coberto de lírios aquáticos que fica atrás da sua mansão de US$ 15 milhões.

Uma brisa suave agita a sua barba branca e espessa. Cavalcante fica de pé no pier e fecha os olhos por um momento.Uma servente uniformizada, que faz parte de uma equipe de 15 empregados, circula por perto levando acepipes e bebidas não alcoólicas. Ela sabe muito bem que não deve perturbar um homem que medita três horas por dia e que refere-se constantemente a si como uma "pessoa mística" que retira a sua força "do cosmo" - quando não está colecionando carros e pinturas caros ou quando não se encontra envolvido com outros passatempos.

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O Brasil flerta com a vizinhança
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:Publicado em 16/07/2008, às 16:29

As possibilidades de adoção como segundo idioma oficial no Mercosul e de obrigatoriedade nas escolas da América do Sul dão fôlego ao português brasileiro no continente

Aos poucos, na surdina, o português brasileiro seduz a vizinhança. Na América do Sul, é candidato a segundo idioma de países de língua hispânica e virou referência nas relações comerciais do Mercosul. Na rabeira da tendência, expande-se o ensino do idioma na região. Entre parceiros do Mercosul, é concreta a possibilidade de virar segunda língua oficial. O dado mais recente vem da Venezuela. Este ano, o governo de Hugo Chávez decidiu incluir a língua portuguesa, em 2009, no currículo oficial escolar, como disciplina opcional. A idéia é garantir a adoção da língua portuguesa como primeiro idioma estrangeiro no país. Lá, o português será incorporado ao currículo do sistema educacional bolivariano, em escolas primárias e secundárias. Outros países já colocaram em prática iniciativas similares.

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Memória e esperança
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:Publicado em 16/07/2008, às 16:22

As revoluções aspiram ao poder para transformar a realidade; em 1968, o que se queria transformar era a realidade do poder

Por Franklin Leopoldo e Silva*

O século 20 conheceu formas de poder opressivas e violentas contra as quais as pessoas se rebelaram em nome da liberdade e da dignidade, alcançando por fim vitórias que custaram o sacrifício de muitas vidas. Como a coragem e o heroísmo superam a morte, podemos dizer que nesse caso os mortos venceram. O século 21 provavelmente conhecerá formas dissimuladas de opressão em que os indivíduos entregarão seus corpos e suas almas a poderes cuja violência já estará instalada dentro deles e à qual, portanto, não poderão fazer qualquer oposição. Como a resignação, o conformismo e o egoísmo valem menos que a vida, podemos dizer que, nesse caso, sobreviver será uma derrota, a ser partilhada num mundo de mortos-vivos. O poder se transforma para manter a sua inflexibilidade. O poder nos transforma graças à flexibilidade de nossas convicções. O poder triunfa quando renunciamos a qualquer convicção, quando perdemos a força de persistir e, assim, de podermos ser derrotados. Se assumimos que já não há grandes causas a defender, estamos cientes de que não seremos derrotados porque já o estamos de antemão. Do risco da derrota à incorporação da passividade o caminho é o silenciamento de tudo que em nós clamaria pela humanidade. Não há estrada mais segura para levar ao desaparecimento da política e à dissolução da ética: um caminho onde nos perdemos dos outros e de nós mesmos.

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A igualdade que não veio
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:Publicado em 25/05/2008, às 10:26

Após a assinatura da Lei Áurea, os descendentes de africanos escravizados conquistaram a liberdade, mas não a cidadania. As elites tentaram apagar o passado escravista do país e substituíram as senzalas pela institucionalização da discriminação racial

por Flávio Gomes e Carlos Eduardo Moreira de Araújo

No início de 1929, o periódico carioca O Jornal apresentava em suas páginas uma “preciosidade suburbana” de 114 anos: “Um preto velho, curvado sobre um cacete nodoso, typo impressionante, que raramente se vê em nossa capital”. O homem havia procurado aquela redação no intuito de pedir ajuda para comprar uma passagem para a Barra do Piraí, onde iria visitar seu neto, mas, diante do olhar de espanto dos jornalistas, decidiu sentar para conversar e contar suas histórias do tempo em que era escravo: “Eu nasci em São João del Rey, quando ainda estava no Brasil o sr. dom João, pai do primeiro imperador. Era molecote e pertencia ao sr. capitão Manoel Lopes de Siqueira”. Teria sido vendido para o coronel Ignácio Pereira Nunes, dono da fazenda da Cachoeira, em Paraíba do Sul. Ali labutava quando estourou a Revolução Liberal de 1842 (ver glossário). Trabalhava tanto na lavoura como nas tropas que cruzavam o vale do Paraíba despejando café no porto do Rio de Janeiro.

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Vitoriosos da globalização à caça do próximo país de baixos salários
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:Publicado em 15/05/2008, às 17:01

O que as empresas ocidentais fazem quando os operários da China começam a exigir melhores salários e condições? Fácil -transferem a produção para um país mais barato. A perda da China é o ganho do Vietnã

De Alexander Jung e Wieland Wagner

A potência manufatureira do mundo precisa de novos trabalhadores com baixos salários, e este é o motivo do homem de terno preto estar falando até ficar rouco. "Não demorem", ele diz às pessoas reunidas ao seu redor, pressionando sua boca contra o microfone. "Nós cuidaremos de tudo em minutos e vocês terão trabalho imediatamente."

O homem, cujo nome é Zhou Liang, trabalha para uma agência de empregos privada, que tem seu escritório em um terminal de ônibus em Shenzhen, o centro industrial no sul da China. Ônibus chegam constantemente ao terminal vindos de toda a China, trazendo uma nova oferta de trabalhadores migrantes jovens.

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Por que homens procuram travestis? Parte 2
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:Publicado em 12/05/2008, às 07:53

Muitos parecem precisar de uma forma atenuada de sexo com outro homem. A ambiguidade dessa relação sugere muitas outras fantasias

O psiquiatra Sérgio Almeida trabalha com travestis em São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, e sua experiência corrobora em alguma medida a versão de Flávia. Cabe a Almeida a tarefa difícil de distinguir entre os travestis – definidos como homens que gostam de agir e sentir como mulher – e os transexuais, que se sentem mulheres aprisionadas em corpo masculino. Para estes, recomenda-se a cirurgia de troca de sexo. Para os travestis, ela equivale a uma mutilação e pode levar ao suicídio. Almeida gasta dois anos com cada paciente até decidir em que categoria ele se encaixa. “Desde 1997, fizemos 95 cirurgias e não tivemos nenhum problema”, afirma. O pós-operatório mostrou ao psiquiatra que ex-travestis são freqüentemente abandonados por seus parceiros quando perdem a anatomia masculina. E que os operados que insistem em continuar na prostituição perdem também a carteira de clientes. Algo de crucial desapareceu na cirurgia. “Não é verdade que os homens procuram travestis porque estes se parecem mulheres”, diz ele. “Eles querem o algo mais que as mulheres não têm.”

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Por que homens procuram travestis?
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:Publicado em 12/05/2008, às 07:50

Muitos parecem precisar de uma forma atenuada de sexo com outro homem. A ambiguidade dessa relação sugere muitas outras fantasias

Mendes tem 37 anos, cabeça raspada e brinco na orelha direita. Pelos modos e pela aparência, o rapaz branco de família evangélica não se distingue de outros milhões de jovens paulistanos, exceto por uma particularidade importante: ele namora um travesti, Flávia. Os dois se conheceram há cinco anos no centro de São Paulo e, de lá para cá, constituem um casal. Na semana passada, sentado ao lado de Flávia na sala de um apartamento na Rua General Osório, Mendes explicava, em voz pausada, as bases da relação. “Nosso relacionamento é hétero”, afirma. Isso quer dizer que, no sexo, ele é a parte viril do casal, enquanto Flávia cumpre o papel de mulher. “Mas entre nós não existe só sexo. A gente tem amor e cuida um do outro.” Com cabelos negros e corpo esguio, Flávia ganha a vida se prostituindo nas ruas. Ele trabalha nas ruas como vendedor.

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Psiquiatra explica a sexualidade dos travestis
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:Publicado em 12/05/2008, às 07:46

Ronaldo Pamplona, autor do livro Os onze sexos, fala sobre as diferenças entre homossexuais e travestis e analisa o que leva homens casados a buscar sexo com travestis.

 
 
Travesti fala a revista ÉPOCA
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:Publicado em 12/05/2008, às 07:44

Miriam Queiroz responde a questões sobre preconceito, sexo e conta como os homens a confundem com uma mulher.

 
 
Gilmar Mendes condena suposto dossiê contra FHC
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:Publicado em 31/03/2008, às 08:02

O ministro Gilmar Mendes, eleito presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou hoje em Curitiba (PR), durante homenagem e lançamento do livro "Curso de Direito Constitucional" - do qual é co-autor -, que lamenta a atual situação política em que está a Casa Civil, com a ministra Dilma Rousseff envolvida na denúncia de vazamento de dados sobre gastos pessoais do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Segundo ele, essa prática não pode acontecer de forma alguma, seja em forma de dossiê ou vazamento de informações por meio de banco de dados.

"Não tenho dados específicos sobre o assunto, mas se de fato alguém pratica esta política de levantamento de dados para vazar com o intuito de formar dossiê é lamentável, se isso se pratica no âmbito do governo é lamentável. Acho que até não é uma prática condizente com o Estado de direito democrático", afirmou. Reportagem publicada sexta-feira acusou a secretária-executiva da Casa Civil e braço direito de Dilma, Erenice Guerra, como autora do suposto levantamento dos gastos do ex-presidente.

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Por que escândalos sexuais são bons para a democracia americana
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:Publicado em 22/03/2008, às 16:38

Os dois principais partidos americanos estão sofrendo com as escapadas eróticas de alguns de seus principais políticos. Por mais embaraçosas que sejam para os envolvidos, as revelações são boas para a democracia. Elas expõem um tipo particularmente audaz de político: o hipócrita cuja suposta virtude é apenas uma tapeação.

Os americanos cobrem seus corpos na sauna mais do os alemães que visitam uma igreja italiana. Qualquer um que visite uma academia no centro de Washington e que entre em uma sauna após se exercitar encontrará uma série de pessoas enroladas em toalhas. Uma é usada para cobrir o peito e os ombros, enquanto uma segunda é enrolada de forma elaborada ao redor do abdome e do quadril.

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O homem que perdeu 1 bilhão de dólares
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:Publicado em 22/03/2008, às 16:27

Durante a sua vida inteira, o bilionário britânico Joe Lewis, 71 anos, seguiu o seguinte conselho do grande industrial americano John Rockefeller: "Você não deve aparecer mais de três vezes nos jornais: quando você nasce, quando você se casa e quando morre". Este londrino do East End fugiu de toda publicidade, a tal ponto que viveu num casarão-fortaleza em Lyford Cay, uma ilhota de exclusividade de gente riquíssima nas Bahamas, guardada por vigilantes armados. A obsessão pelo segredo deste que é o fundador do Tavistock Group, um império financeiro, imobiliário, esportivo e energético, é tão grande que existem muito poucas fotos dele. Durante a sua vida inteira, ele concedeu raríssimas entrevistas.

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INDUSTRIALIZAÇÃO BRASILEIRA
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:Publicado em 13/03/2008, às 08:10

EXPANSÃO INDUSTRIAL

Processo de expansão industrial intensificado no Brasil nas décadas de 40 e 50. A partir da segunda metade dos anos 50, o setor passa a ser o carro-chefe da economia do país.

Antecedentes

Durante o período colonial, pelas regras da política mercantilista, não podem ser desenvolvidas no Brasil quaisquer atividades produtivas que venham a competir com as da metrópole, ou que venham a prejudicar seus interesses comerciais. Na segunda metade do século XVIII, o governo português chega a proibir formalmente em 1785 o funcionamento de fábricas na colônia, para não atrapalhar a venda de tecidos e roupas, adquiridos na Inglaterra e comercializados por portugueses no Brasil. Os primeiros esforços importantes para a industrialização vêm do Império. Durante o Segundo Reinado, empresários brasileiros como Irineu Evangelista de Souza, o Visconde de Mauá, e grupos estrangeiros, principalmente ingleses, investem em estradas de ferro, estaleiros, empresas de transporte urbano e gás, bancos e seguradoras. A política econômica oficial, porém, continua a privilegiar a agricultura exportadora. No final do século XIX e início do século XX, mesmo com o investimento de parte da renda do café e da borracha, as indústrias brasileiras em geral ainda não passam de pequenas oficinas, marcenarias, tecelagens, chapelarias, serrarias, moinhos de trigo, fiações e fábricas de bebida e de conserva. O país importa os bens de produção, matérias-primas, máquinas e equipamentos e grande parte dos bens de consumo.

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Como o "New York Times" inventou Fidel Castro
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:Publicado em 10/03/2008, às 16:35

Em fevereiro de 1957, Castro foi dado como morto depois de um desembarque catastrófico em Cuba. Perdido na montanha com um punhado de rebeldes, ele parecia condenado ao esquecimento. O encontro com um jornalista do "The New York Times" iria lhe conferir uma estatura internacional

Durante sua última viagem aos Estados Unidos, por ocasião da Cúpula do Milênio da ONU, em setembro de 2000, Fidel Castro encontrou tempo para ir ao "The New York Times". Enquanto percorria os corredores do célebre jornal, diante dos retratos de personalidades que marcaram o século, ele exclamou de repente: "Onde está o retrato de Herbert Matthews? Esse sim era um jornalista!" Mas, apesar de 36 anos de serviço como grande repórter e editorialista, Matthews não faz parte das lendas oficiais do "New York Times".

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"Muito Além do Cidadão Kane": Confira o documentário anti-Globo, feito na Inglaterra, em 1993, com exibição proibida no Brasil
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Publicado em 02/03/2008, às 09:52

Transmitido pela primeira vez em 1993, no canal britânico Channel 4, o filme usa o empresário Roberto Marinho (1904-2003) como metonímia da concentração da mídia no Brasil --daí a referência a Charles Foster Kane, personagem criado por Orson Welles em "Cidadão Kane" (1941). Políticos como Leonel Brizola (1922-2004), Antonio Carlos Magalhães (1927-2007) e Luiz Inácio Lula da Silva --apresentado como líder sindical-- falam sobre a emissora no filme.


Completando 15 anos, "Muito Além do Cidadão Kane" nunca foi transmitido pela TV brasileira --nem poderia, por questões de direitos de imagem. Virou, apesar disso, ou talvez por isso, um ícone na luta pela democratização do acesso à informação desde os anos 90, quando já circulava em VHS nos sebos e nas universidades.

O documentário, que custou cerca de US$ 260 mil [R$ 445 mil] à extinta produtora independente Large Door, na qual Hartog e Ellis eram sócios, já foi visto cerca de 800 mil vezes na internet. Nos fóruns da rede, é elogiado, criticado e ganha a alcunha de "a história proibida da Rede Globo".

 
 
ESPECIAL: Petróleo
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Publicado em 25/02/2008, às 07:57

Por Celso Fernando Lucchesi*

COM MENOS DE 50 anos de atividade empresarialmente organizada a exploração de petróleo no Brasil encontra-se em fase de mudança com a aprovação, em 1997, da nova legislação do setor de petróleo. Descreve-se neste trabalho o período pré-Petrobras (1858 a 1953) e a exclusividade da Petrobras (1954 a 1997) que resultou no expressivo volume de reservas de petróleo no país, da ordem de 17 bilhões de barris de óleo equivalente no final de 1997. Projetos de produção já iniciados elevarão a produção a mais de 1,5 milhão de barris de óleo por dia no início do novo século. O gás natural crescerá rapidamente sua participação na matriz energética a partir de 1999. Com a instalação da Agência Nacional de Petróleo (ANP) inicia-se uma nova fase, sendo esta responsável pela atração de novos investimentos na busca de novas reservas nas bacias sedimentares brasileiras, cujo potencial é ainda significativo. Diversas empresas internacionais deverão estar operando no país no curto prazo, inicialmente associadas à Petrobras. O modelo adotado para as atividades de exploração e produção no país é o de concessão. A atividade no Brasil nesta área dependerá do regime fiscal que vier a ser implantado.

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ESPECIAL: Suharto: a morte e o silêncio
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Publicado em 22/02/2008, às 16:03

Por Laurez Cerqueira*

O general Suharto fechou eternamente os olhos no dia 27 de janeiro deste ano, na Indonésia, e deixou para a história o assassinato em massa de cerca de um milhão de pessoas, coberto por um manto de silêncio. Velado por uma multidão e incensado por condolências de admiradores de vários cantos do mundo, Suharto foi enterrado com honras militares, como estadista. Este fato foi tratado pela imprensa como outro qualquer e misturado no turbilhão do noticiário que desaparece todos os dias no túnel do tempo. O jornal O Globo, por exemplo, em sua manchete, não o tratou como ditador, mas como líder: “Ex-líder indonésio Suharto morre aos 86 anos em Jacarta”. Líder de quem?.

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O mito do Führer: como Hitler conquistou o povo alemão - parte 1
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Publicado em 05/01/2008, às 10:16

Ainda existiam muitos alemães céticos em relação a Hitler quando ele se tornou chanceler em 1933. Mas a propaganda do führer e o sucesso militar logo o transformaram em um ídolo. A adulação ajudou a tornar possível a catástrofe do Terceiro Reich

"Hoje Hitler É Toda a Alemanha". A manchete de jornal de 4 de agosto de 1934 refletia a transferência vital de poder que tinha acabado de ocorrer. Dois dias antes, na morte do presidente do Reich, Paul von Hindenburg, Hitler não perdeu tempo em abolir a presidência do Reich e em fazer com que o exército prestasse um juramento pessoal de obediência incondicional a ele, como "o führer do povo e do Reich alemão". Ele agora era chefe do Estado e comandante supremo das forças armadas, assim como chefe do governo e do partido único, o Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães, ou Nazi (o acrônimo do nome em alemão). Hitler tinha poder total na Alemanha, irrestrito por qualquer controle constitucional. Mas a manchete deixava muito mais implícito do que uma grande mudança de poder. Ela sugeria uma identidade entre Hitler e o país que governava, o que significava um elo total entre o povo alemão e Hitler.

Arquivo

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O mito do Führer: como Hitler conquistou o povo alemão - parte 2
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Publicado em 06/01/2008, às 20:07

Aclamação prontamente aceita

Nos primeiros anos do Terceiro Reich, a maioria das pessoas sentia que após os anos deploráveis de desesperança havia uma nova direção, energia e dinamismo. Havia um amplo sentimento de que o governo finalmente estava fazendo algo para reerguer a Alemanha. É claro, Hitler, cujo conhecimento de economia era primitivo, não guiou pessoalmente a recuperação econômica nos primeiros anos do Terceiro Reich. Os motivos para o rápido revival foram complexos e variados. Se um único indivíduo pudesse ser apontado como o mentor da recuperação, este seria Hjalmar Schacht, presidente do Reichsbank e ministro da economia do Reich. A contribuição de Hitler foi acima de tudo a de alterar o humor, dar um ar de confiança de que a Alemanha estava sendo revitalizada. Mas a propaganda retratava a recuperação econômica como feito do próprio Hitler. Ele prontamente aceitou a aclamação e a maioria das pessoas a considerou merecida.

Arquivo
Adolf Hitler cumprimenta Von Hindenburg, presidente da Alemanha de 1925 a 1934

Foi o primeiro grande passo para a conquista daqueles que não o apoiaram em 1933. Parecia inegável: enquanto outros países europeus (e os Estados Unidos) ainda sofriam com desemprego em massa, Hitler removeu o flagelo da Alemanha e promoveu uma espécie de "milagre econômico". Um relatório do SoPaDe de Ruhrgebiet, no final do verão europeu de 1934, reconheceu que mesmo "a força de trabalho neutra" em grande parte acredita em Hitler, acrescentando: "A 'criação de trabalho' que dá emprego aos desempregados, mesmo que mal-remunerado, os impressionou muito. Eles acreditam que a 'rápida tomada de decisão' de Hitler o levará algum dia, se ele for 'devidamente informado', a mudar os impostos a favor deles". Em uma visita clandestina à Alemanha de seu exílio na Noruega na segunda metade de 1936, ninguém menos que Willi Brandt reconheceu o mesmo: que a geração de empregos fez com que o regime conquistasse o apoio até mesmo daqueles que antes votavam na esquerda.

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O mito do Führer: como Hitler conquistou o povo alemão - parte 3
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Publicado em 07/01/2008, às 16:55

Aumento do apoio

Em vez de condenação por sua autorização de um assassinato em massa, ele colheu enorme aprovação ao parecer ter agido impiedosamente para erradicar os males e delitos que colocavam a nação em risco. "Por meio de suas ações enérgicas, o führer conquistou as massas, particularmente aqueles que ainda hesitavam diante do movimento; ele não é apenas admirado, ele é idolatrado", foi o veredicto de um relatório confidencial de dentro dos escalões inferiores da burocracia do regime. Muitos outros relatórios repetiam os mesmos sentimentos. Relatórios descartados pelos círculos da oposição social-democrata -cujo principal propósito era, naturalmente, criticar o regime- reconheciam o aumento do apoio a Hitler.

Reuters
Líder nazista Adolf Hitler (centro) ao lado de Heinrich Himmler, chefe da Gestapo

Segundo um relatório da Baviera: "Em geral, infelizmente, ficou claro que as pessoas não pensam politicamente. Elas pensam: 'Agora que Hitler impôs ordem, agora as coisas avançarão- os sabotadores que buscavam atrapalhar seu trabalho foram destruídos'". Um relatório de Berlim acrescentou: "A autoridade de Hitler está fortalecida em círculos mais amplos. Cada vez mais se ouve as pessoas dizendo: 'Hitler está atuando de forma rígida'".

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O mito do Führer: como Hitler conquistou o povo alemão - parte 4
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Publicado em 09/02/2008, às 08:29

Enfraquecidos e isolados

Esses elos não tinham, é claro, uma força uniforme. Ao lado de fanáticos se encontravam céticos e, apesar de não poderem se expressar de qualquer modo significativo, os discordantes. Nem era possível sustentar o entusiasmo por Hitler em um ápice constante. As manifestações de arrogância nos momentos de triunfo, como no anúncio da remilitarização da Renânia em 1936, foram picos. Elas cediam tão logo o cotidiano cinzento voltava para a maioria das pessoas.

AFinnish Defense Forces/Karl Sjoblom/AFP
Adolf Hitler (esq.) conversa com comandante das forças armadas finlandesas (dir.)

Todavia, a integração eficaz sem dúvida criada pela crescente popularidade de Hitler nos primeiros anos da ditadura foi de importância imensurável. Independente da adulação a Hitler ter sido genuína ou artificial (como sem dúvida foi em muitos casos), ela teve a mesma função. Milhões de alemães, que caso contrário se oporiam, teriam dúvidas ou se dedicariam apenas marginalmente ao regime e à doutrina nazista, eram vistos publicamente dando seu apoio a Hitler. Isto foi crucial para a dinâmica do governo nazista.

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