Advogado de Alexandre e Anna Carolina alega que investigações não terminaram Defensor do casal diz não estudar possibilidade de ajuizar pedido de habeas corpus preventivo e não temer prisão preventiva
O advogado Marco Polo Levorin, um dos defensores de Alexandre Alves Nardoni, 29, e Anna Carolina Trotta Peixoto Jatobá, 24, desqualificou a conclusão da polícia de que foram eles os assassinos da menina Isabella Nardoni. A menina de cinco anos morreu na noite de 29 de março. "Não houve o término das investigações, as avaliações periciais ainda não foram concluídas, nós não temos provas periciais que são importantíssimas para o presente caso. Então, não temos a conclusão do inquérito policial", disse ele.
"Não sabemos até agora nem a causa mortis. No nosso entendimento, há uma precipitação", completou. Levorin falou com os jornalistas na porta da casa da família Nardoni, no Tucuruvi (zona norte de São Paulo), onde aconteceu uma reunião entre os advogados do casal. A reunião começou por volta das 13h e terminou perto das 22h.
O advogado disse que não houve nada de especial nessa reunião. "Faz parte do trabalho do advogado falar com seus clientes", disse.
O advogado afirma não estudar a possibilidade de entrar com um pedido de habeas corpus preventivo e, também, não se preocupa com a hipótese de a polícia entrar com um pedido de prisão preventiva do casal. Para ele, a liminar concedida pelo Tribunal de Justiça na semana passada aponta para a "precariedade" das provas apresentadas até agora.
Depoimentos
Sobre eventuais contradições nos depoimentos de Alexandre e Anna Carolina, Levorin disse que as versões dos dois foram "uníssonas".
No caso das outras testemunhas, o advogado afirmou que todos os depoimentos precisam ser analisados de forma conjunta, não isoladamente, já que as versões das próprias testemunhas se contradizem.
Pela manhã, um dos defensores do casal, Rogério Neres de Souza, esteve no 9º DP (Carandiru) para buscar as roupas esquecidas por Anna Carolina no 89º DP (Portal do Morumbi) após a libertação dela na última sexta-feira.
Ao sair do 9º DP, Sousa afirmou que a defesa negava "peremptoriamente" que o casal tenha discutido pouco antes da morte de Isabella, apesar de várias testemunhas terem relatado à polícia que ouviram uma discussão vinda do apartamento do casal no dia em que a menina morreu.
Os advogados de defesa do casal afirmaram ontem que é possível que a roupa do pai contenha vestígios do sangue da menina, já que ele se aproximou dela para prestar socorro.
Eles voltaram a afirmar que o casal não teve envolvimento na morte de Isabella. |