Por Dimitri Laguna*
Será mesmo que os sindicatos e associações de Vitória da Conquista trabalham pelo bem comum da comunidade? Não. Hoje, com raríssimas e honrosas exceções, existe sempre um subordinado ao cargo que conseguiu junto aos governos municipal e estadual, por isto, quem governa atualmente uma destas instituições encara a imprensa e talvez o próprio povo que serviu de massa de manobra com verdadeira ojeriza.
Levando em conta que a esmagadora maioria dos sindicalistas na atualidade ocupa pastas no Governo Participativo, pouco importa se as passagens de ônibus aumentam quando a classe estudantil está gozando férias. Pouco importa se as ruas estão escuras, mal conservadas ou inseguras. Pelo que se percebe, os contratos dos presidentes de associações com o PODER indica também uma aliança para se calar diante dos problemas sociais.
Talvez você leitor ache exagero emendar que muitas destas lideranças de bairro estão correndo dos microfones ou dos holofotes da TV SUDOESTE como o Diabo corre da Cruz.
Velhos e saudosos tempos em que José Siqueira, Ailton Rocha e outro punhado de bravos guerreiros saía às ruas da cidade quando sonhava que a velha Conquistense iria aumentar os preços das passagens. Estas figuras sumiram. Estão indiferentes ao problema dos usuários do transporte coletivo. Alguns ônibus da Passaredo estão caindo aos pedaços. Existe defronte a CEFET uma cratera de dezenas de metros de extensão há anos e ninguém faz nada. Quase todo mundo dorme. Ronca.
Um destes presidentes de associação, raposa cada dia mais felpuda, comentou comigo num barzinho do bairro Candeias, onde resido, que entre o emprego na Prefeitura Municipal e falar sobre uma rua esburacada, opta por manter o sustento em casa. Doravante aliadas do poder, figuras deste naipe precisam ser extirpadas de qualquer processo eleitoral e não podem penhorar seu nome, para apoiar candidato A ou B.
Tem sido comum nestes dias, lideranças comunitárias baterem de porta em porta prometendo emprego em troca do apoio à candidatura de beltrano ou sicrano ou em detrimento a reeleição de fulano de tal.
É verdade que existem exceções. Neste contexto, detectamos a existência de lideranças de notável currículo, que não se rendem aos encantos do poder. Minha amiga “ Carminha “ do Sindicato dos Professores é um exemplo. Cito ainda DETÃO.
Muitos políticos hoje ocupando postos importantes, se elegeram, usando justamente a presidência destas entidades. Ataíde Macedo, Gilzete Moreira, Absolon figuram nesta estatística. Existem outros. Segundo o BOCA DE ALUGUEL, Gilzete empregou toda a família em repartições públicas. Só faltou mesmo dar emprego para o papagaio. Ataíde contratou sem concurso uma funcionária da REDE FANTASMA DE RÁDIO que assumiu publicamente que está empregada na Câmara Municipal, graças a generosidade do representante da Casa do Andarilho. Não sei se Absolon procedeu da mesma forma.
Há quem use estas instituições, como trampolim para ocupar cargos ou empregar a parentela (se é que existe esta palavra). Para os leitores não dizerem que não toquei no assunto, existem também aqueles que usam e abusam dos meios de comunicação com o mesmo objetivo.
É desconfortável saber que a justiça tem sido tão complacente com estes casos e é estranho que a população não detecte a servidão e a conveniência de muitos.
* Dimitri Laguna é Economista |