Por Francisco Silva*
Ontem, terça-feira, como em todas as terças e quintas-feiras em que se reuniam o plenário do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), salvo nos dias em que eu estava no curso preparatório para o exame da OAB, eu acompanhei o julgamento que “tartarugava” há meses naquela côrte; eu com a minha incipiente experiência tinha dúvidas quanto ao desenrolar do feito. Se o feito tendesse a se desenrolar em favor do Coriolano, é certo, que, o Tribunal (pessoa do ministro Marcelo Ribeiro) iria continuar tocando de barriga o seu desenrolar até que não houvesse mais nenhum efeito prático para a referida coligação, e assim entendiam os membros daquele tribunal, que o prefeito Zé Raimundo e Gilzete sucumbiria no feito. Se Entretanto, eles tivessem entendido que os recorrentes (Zé e Gilzete) ganhariam à causa, com certeza já no primeiro pregão assim o teriam julgado.
Uma coisa há que se entender: o ministro Marcelo Ribeiro é recém egresso do exercício da advocacia; ele foi guinado dessa condição para a de ministro pelo feito do quinto constitucional, e por este motivo, compreende-se que é um cargo eminentemente político, e como o seu padrinho foi o Lula, não haveria que se esperar dele decisão desfavorável ao Zé Raimundo e Gilzete. A lamentar, que a justiça sempre favorecerá aos que detêm o poder de mando. Maculada e com fraturas expostas, como eu disse em escrito anterior, ficará a justiça eleitoral vista pelos conquistenses de boa-fé.
Os políticos profissionais como o Dr. José Pedral, entendem, que este é mais um caso que aumenta a cifra negra da impunidade no ramo do direito eleitoral. Ele, particularmente já esperava por isso, coisa que nem mesmo os recorrentes acreditavam mais. Não pensaram em nenhum momento que o ministro Marcelo Ribeiro ainda tem correndo em suas veias o sangue do excelente jurista e do bom advogado que o consagrou. Ele, o Marcelo Ribeiro, primeiro criou as condições favoráveis a que, depois de dois propositais pedidos de vistas, pudesse dessa forma mudar o seu voto, que desde o seu primeiro momento seria para favorecer o prefeito conquistense. Ou seja, ele criou o momento desfavorável, levou outros ministros a pensar como ele, e proferir os seus votos seguindo o seu raciocínio, para depois, em reviravolta espetacular, deixar os outros três agora ausentes do tribunal, com um voto que na verdade eles não teriam dado, pois, em regra, eles seguem uma fila de elefantes: “um elefante com sua tromba segurando na cauda do outro, e assim seguem a fila os paquidermes”.
Como eu não vi e, assim me disseram: o executivo municipal e todos os componentes deste, bem como os que já não mais acreditavam que seriam absolvidos ontem no TSE, quando souberam do resultado alvissareiro, e para isto não estavam preparados, ao contrário, já estavam de malas prontas para saírem, saíram em desabalada carreira, e chegando ao BECO, ainda encontraram os nossos valorosos escudeiros da justiça com suas caixas de fogos nas mãos; não deu outra, tomaram emprestados os fogos e danaram a espocar fogos por todos os cantos da cidade. CONTARAM-ME, EU NÃO VÍ E NEM OUVÍ.
*Francisco Silva Filho – Curitiba-PR |