O secretário Nelson Pellegrino entrega a Marcel Leal, placa de reparação (Foto Manu Dias).

O secretário Nelson Pellegrino entrega a Marcel Leal, placa de reparação.

O governo do estado atendeu recomendação da Corte de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA) e reconheceu que houve falhas na apuração do assassinato do jornalista Manoel Leal, ex-proprietário de A Região, semanário de Itabuna. O ato de reparação à morte do jornalista ocorreu na manhã de hoje, no salão principal do Hotel Pestana, no Rio Vermelho, em Salvador.

O filho do jornalista, Marcel Leal, foi quem recebeu a placa de reparação, das mãos do secretário estadual de Justiça e Direitos Humanos, Nelson Pellegrino. A esposa de Manoel Leal, Wanda Vincentini, também esteve presente no ato.

Leal foi assassinado no dia 14 de janeiro de 1998. Quando descia do carro para abrir o portão do sítio onde morava, o jornalista recebeu seis tiros mortais, disparado por homens que o esperavam numa picape Silverado. Apesar de passados 11 anos do crime, os mandatos não foram presos ou até mesmo identificados.

Governador fala do papel da imprensa na sociedade.

Governador fala do papel da imprensa na sociedade.

Dos acusados de participação no assassinato, Mozart Brasil chegou a ser condenado, mas tem regalias na prisão, e o ex-presidiário Marcone Sarmento foi julgado e absolvido em júri composto por funcionários e parentes do ex-prefeito Fernando Gomes.

O ato de reparação ocorreu em solenidade que marcou a edição de número 100 do programa Conversa com o Governador. Cerca de 150 profissionais da imprensa baiana participaram do evento.

Além do governador Jaques Wagner, a festa comemorativa contou com as presenças de secretários estaduais, dentre eles Robinson Almeida (Comunicação), e do deputado federal Geraldo Simões e do presidente da Assembleia Legislativa baiana, Marcelo Nilo (PDT).

fonte: Pimenta na muqueca