Blog do Paulo Nunes Rotating Header Image
AdderallXanaxCialis online


Imprima esta matéria Imprima esta matéria

Divagando & Katilografando

Câncer e passeatas gays

Francisco Silva

Nesta terça-feira que passou 26/10, das muitas pérolas proferidas pelos nossos homens públicos nas três esferas de governo, uma superou em muito a que o presidente Lula proferiu quando disse sobre o possível e atual lado político de Jesus e sua composição com Judas. Sem saber que estava no “ar” – isto foi o que disse o Roberto Requião em sua cândida defesa – o governador paranaense declarou durante o programa “Escola de Governo”, veiculado pela TV Educativa desta terça-feira quando relacionava o mês de outubro ser destinado à prevenção do câncer de mama e da saúde da mulher. O governador Requião em uma das suas “tiradinhas” – nas rodas de amigos (eu já tive a honra de estar entre esses) o governador gosta sempre de ter as atenções voltadas para as suas piadas (ele se acha um grande piadista, costuma dizer que ele prefere perder o amigo a perder a piada) – relacionou o câncer de mama masculino às passeatas gays.

Disse o governador: “antigamente as ocorrências de câncer de mama era coisa de mulheres; agora, pelo que estou sabendo, até nos homens está tendo câncer de mama… Isso é verdade Secretário? – dirigindo-se ao onipresente Secretário de Saúde Gilberto Berguio Martin – E complementou: com certeza, isso deve ser consequência dessas passeatas gays”. Não sei se no resto do Brasil isto repercutiu sobremaneira a sufocar as declarações da semana anterior dadas pelo Lula, que foram classificadas como insanas e de heresia sem igual; mas, aqui no Paraná e principalmente na capital, não sai da boca do PIG regional, não se fala em outra coisa – cá entre nós, o Requião meio que merece.

Como diz o Gaguinho aí em Conquista, às declarações do Lula sobre o “Nosso Senhor” e o Judas, eu dei “Bulhufas” de atenção. Pois, sei, que “enquanto os cães ladram a caravana passa” e vida que segue! Quanto às declarações do Requião, eu, pessoalmente interpretei nessas, uma crítica enviesada do nobre governador a um nobre desafeto desse, que, desde que romperam as alianças de governo há mais de quinze anos, esse desafeto vem plantando notícias ou mesmo comentários maldosos e por vezes caluniosos a respeito do governador e sua parentela no governo e postos de concessão governamental. Se o “cara”, o nobre desafeto, é gay ou não, é assunto que não discuto: todavia, ele não faz qualquer esforço para demonstrar não sê-lo; aliás, como ele mesmo disse certa feita, mesmo estando ao lado da sua esposa, num bate papo informal, ocasião em que participávamos de um coquetel de posse de um desembargador (nosso professor), que “o importante é beijar na boca e ser feliz” sem distinção de gênero e sexo. Confesso que fiquei meio sem graça com o ex-prefeito curitibano.

É verdade que as declarações do governador paranaense deixaram muita gente que se esconde dentro ou atrás do armário cheia de comichão. Muitas “caras e bocas” às declarações do Requião fizeram com que o movimento GLS (Gays, Lésbicas e Simpatizantes) exigisse desse uma retratação. O presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia no Paraná, Leo Francisco Leoni Junior considerou que as palavras de uma autoridade da importância do governador Requião são muito fortes para serem colocadas jocosamente com uma patologia que é extremamente séria. É a doença que mais mata a população feminina, existe a incidência em homens e de maneira nenhuma essa patologia deve ser tratada como uma piada de mau gosto e de forma tão jocosa.

Com a minha experiência de vida acumulada em um regime democrático, toda vez que a imprensa se ocupa de mumunhas (mexericos) como os que tomaram conta nos últimos dias em nossa imprensa nacional, alguma “hecatombe” deve estar se avizinhando; para me livrar dos pisoteios dos paquidermes, procurei focar noutro os meus sentidos. Ninguém está falando, mas, a tal hecatombe a que eu pude discernir tem muito a ver com a ressaca da crise econômica do ano passado que teima em se repetir nos dias atuais. Mesmo realizando algum prejuízo, resgatei o “meu” lá daquele fundo que tem saltos e sobressaltos de uma montanha russa. Se a farinha escasseia, meu pirão primeiro!

Francisco Silva Filho – Curitiba-PR

Nenhum comentario em “Divagando & Katilografando”

Deixe um comentário